PERCURSO DE CANOAGEM

RIO GUADIANA

Este percurso desenvolve-se numa seção calma do Guadiana, a montante do famoso Pulo do Lobo, e entre os Moinhos Velhos e a Azenha da Ordem, podendo subdividir-se em 3 troços de 4 a 6,5km cada. O percurso é calmo e fluido e grande parte dele com águas calmas salvo alguns pequenos rápidos que se localizam sobretudo nos açudes das Azenhas e que acrescentam emoção ao passeio. Os níveis de dificuldade situam-se até ao nível 2, podendo o percurso ser feito por participantes sem experiência.

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FICHA TÉCNICA

• Tipologia: Percurso no guadiana
 

• Distância: 16,5km
 

• Grau de dificuldade: 1 e 2
 

• Ponto de partida e chegada: 
  A - Moinhos Velhos a Ponte de Serpa (6km)
  B - Ponte de Serpa a Moinho da Amendoeira (4km)
  C - Moinho da Amendoeira a Azenha da Ordem (6,5km)

 

Coordenadas geográficas: GPS: N: 40º 02.752’ W:007º48.155’
 

• Motivos de interesse: Guadiana; Moinhos Velhos; Moinho da Amendoeira; Azenha da Ordem

© Vasco Neves

DESCRIÇÃO DO PERCURSO

Esta seção do Grande rio do Sul revela-nos uma beleza impar dum território pouco intervencionado e que proporciona a quem chega um certo retorno às origens. Os antigos moinhos do Guadiana vão-nos brindando com a sua presença.

 

As Azenhas são os antigos moinhos do Guadiana. A sua construção sólida e robusta estava ajustada ao regime torrencial de enxurradas que o rio tinha e que agora, com a construção de Alqueva, já não se faz sentir.

Era nestes moinhos que se moía grande parte do cereal produzido nas vastas planícies alentejanas. A moagem era assegurada nestas Azenhas mas também em moinhos de ribeira e de vento que funcionavam em complementaridade para que durante todo o ano a farinha não faltasse.

O seu aparecimento no Guadiana remonta ao século XIII mas foi no século XVII que grande parte se instalou para fazer face às necessidades duma população em crescimento.

Foram propriedade da coroa, da grande nobreza e do clero e posteriormente de lavradores, moleiros e maquilões, as pessoas que transportavam a farinha do e para os moinhos.

A partir dos anos 30 do século passado estes moinhos começaram a decair e nos anos 60 sucumbiram, sendo substituídos pelas mais eficientes fábricas de moagem.

 

Atualmente são os testemunhos de modos de vida tradicionais que tiveram muita importância na região. Imaginar como seria o bulício destes locais quando estavam em funcionamento ou tentar perceber como seria o dia-a-dia do moleiro são bons exercícios de recreação. Se conseguir falar com alguém conhecedor da atividade ou familiares de antigos moleiros será seguramente uma experiência que não irá esquecer.

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© Vasco Neves