OLIVEIRAS MILENARES

TESTEMUNHAS DOS TEMPOS DA HISTÓRIA, ESTAS OLIVEIRAS DE TRONCOS RETORCIDOS PARECEM RESISTIR ETERNAMENTE…

o conjunto de oliveiras milenares da cidade de Serpa possui elevado valor patrimonial, tendo algumas delas ligação direta com a história e cultura locais. Foram transplantadas pelo município, em 1958 e 1978, sendo provenientes de herdades agrícolas deste concelho.

© CMS, Alameda Abade Correia da Serra

© CMS, Rua dos Arcos

© CMS, Largo 25 Abril

ÁRVORES CLASSIFICADAS NA CIDADE

 

Cinco destas árvores (Olea europaea L. var. europaea), que se distinguem entre si pelo porte, desenho, idade, raridade, interesse histórico ou paisagístico, foram classificadas em 2001 de Interesse Público pela Autoridade Florestal Nacional e localizam-se, duas, em frente ao Jardim Municipal Engenheiro Pulido Garcia e, três, na Rua dos Arcos, junto ao pano de muralha, à nora e aqueduto. 

 

Em 2010 a oliveira existente no Largo 25 de Abril (ou Rossio) foi também classificada tendo a comissão referido tratar-se de uma “magnífica oliveira com aspecto milenar. Apresenta o fuste cariado e oco, formando cavernas e arcos de grande efeito plástico. Pelo carácter único, antiguidade e beleza, esta oliveira merece o estatuto de árvore de interesse público.”

DR. II Série, nº 298 - Aviso nº 15 612/2001 de 27 de Dezembro de 2001 (ver aqui)

Aviso nº 1 de 07/01/2010 - Autoridade Florestal Nacional (ver aqui)

UM RARO E EXTENSO OLIVAL ANTIGO AINDA EM PRODUÇÃO

 

Nos arredores de Serpa subsiste, talvez, o mais antigo e extenso olival existente em Portugal, e que chegou até à atualidade mantendo em produção centenas de oliveiras muito antigas, umas sete dezenas com muitos séculos e alguns exemplares com mais de mil anos. Assim o diz o proprietário e cuidador destas oliveiras seculares e milenares do Monte da Zanga, Eng.º Fernandes de Oliveira, agrónomo e antigo professor da Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Serpa.


Ligado ao olival desde que nasceu, há 71 anos, ajudou o pai a plantar oliveiras e a recuperar estas árvores seculares para o património familiar. A vertente produtiva deste olival não é o único objetivo importante mas é efetiva. Alvo de cuidados meticulosos, este olival produz variedades tradicionais de azeitona das quais se extraem azeites com paladares de outros tempos. Uma alternativa à intensificação da produção e com enorme potencial para desenvolver produtos à base do azeite para nichos e segmentos que valorizem todo este contexto. 

(Clique sobre as fotos para visualizar os créditos)

O interesse histórico, patrimonial, cultural e científico deste olival é indiscutível. Nos últimos anos têm vindo a estabelecer-se parcerias de colaboração com centros de investigação de universidades para análise destas oliveiras que têm particularidades bem interessantes e constituem, por isso, um importante objeto de estudo.

A vertente interpretativa destas árvores tem vindo também a ganhar significado dado o número de exemplares centenários e milenares do olival e a interessante experiência que é apreciar estes magníficos exemplares na presença e com o acompanhamento do seu proprietário, que nos narra tantas e tantas histórias desta propriedade e das suas muito antigas inquilinas.

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© Eco Sapiens, Oliveiras Milenares no Monte da Zanga

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