© Nicola Di Nunzio

ROTA DO LAGO

PERCURSOS PEDESTRES

A Rota do Lago apresenta um rico e variado leque de paisagens. A presença do montado de sobro e azinho e de olival tradicional é uma constante ao longo do percurso.

Áreas de mato, com predominância da esteva, coexistem lado a lado com campos abertos de pastoreio e de rebanhos de ovelhas. A paisagem altera os seus tons durante o ano, oscilando entre os amarelos e castanhos do verão e outono e os verdes do inverno e primavera. 

Em época de chuvas, vários pequenos cursos de água cruzam o trajeto, sendo que o único ponto de água permanente se situa na barragem do Facho II, conhecida localmente como barragem da Vareta. É de salientar a pequena floresta de verdes intensos junto à base da parede do lago que, conjuntamente com as margens repletas de vegetação, servem de albergue a um bom número de aves, destacando-se a presença do açor (Accipiter gentilis), da cegonha branca (Ciconia ciconia), da águia calçada (Aquila Pennata) e da garça real (Ardea Cinerea)

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FICHA TÉCNICA

• Tipologia: Circular
• Distância: 19,1 km
• Duração aproximada: 5 horas
• Tipo de piso: Caminhos urbanos e rurais
• Desníveis: Desnível acumulado 
• Grau de dificuldade: Médio
• Certificações: A aguardar

• Ponto de partida e chegada: Cruzeiro de São Bento 
• Coordenadas geográficas: 37º54'1.73"N
• Motivos de interesse: Cruzeiro de São Bento; Montado de sobro; Matagais mediterrânicos; Barragem da Vareta; Fauna

© Nicola Di Nunzio

DESCRIÇÃO DO PERCURSO

O percurso tem início no Cruzeiro de São Bento, local de onde segue para oeste e cruza a estrada EM 519. Aos 140 metros curva na direção sul, passando por vários montes alentejanos. 

Faz uma curva de noventa graus ao km 1,7 e muda a direção para oeste ao longo de 6,2 km, conduzindo o caminhante por uma área de sobreiros e azinheiras. O percurso segue depois para norte, durante 3,3 km, atravessando zonas de mato, pequenos cursos de água e charcas, até mudar a sua direção para este, ao quilómetro onze. 

Nos seguintes 8 000 metros, o PR vira a sul, depois a norte e retoma a direção este, enquanto percorre os meandros da barragem do Facho II, naquele que é o troço do percurso em que a natureza se manifesta de forma mais exuberante. 

Ao quilómetro dezanove o trajeto termina no mesmo local em que começou, no Cruzeiro de São Bento, fazendo coincidir a parte final com a inicial, durante os últimos 140 metros. 

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